Seu filho está fascinado com a palavra “não”? Ele provavelmente acabou de descobrir que tem vontades e desejos e quer exercitar isso, explica Susanne Denham, professora da Universidade George Mason (EUA) e autora do livro “Emotional Development in Young Children” (Desenvolvimento emocional das crianças pequenas).
Essa “fase do não” muitas vezes chega sem aviso, deixando os pais perplexos, e pode desaparecer tão de repente como apareceu. Nesse meio tempo, há algumas maneiras para você lidar com isso.
Ofereça opções
1. Deixar seu filho escolher entre duas possibilidades é o suficiente nesta fase, quando ele ainda é pequeno. “Você quer pôr o pijama branco ou o vermelho?” “Quer suco ou leite?” “Hora de escolher! Quer guardar seus bloquinhos de madeira ou seus bichos de pelúcia?”.
2. Essa técnica pode ser usada para tudo, desde o que vestir até na hora de resolver brigas: “Você quer brincar de um jeito legal com o João ou quer brincar sozinho?”. “
A aplicação dessa estratégia poderá evitar grandes aborrecimentos”, garante o pediatra Paulo Sérgio de Barros Ferreira, do Conselho Médico do BabyCenter.
3. Contar até dez também pode ajudar as crianças indecisas. “Vou contar até dez e você escolhe, ou então eu escolho para você”. Seu filho provavelmente vai tomar uma decisão antes mesmo de você sair do “um…” – mas esta tática deve ser usada com economia, como último recurso, pois ela perde a força se os pais exagerarem no uso.
4, Você sabe que praticamente tudo pode ser transformado em opção. Por exemplo, você pode perguntar: “Quer ir embora do parquinho agora ou prefere brincar mais dois minutos e depois ir embora?” De qualquer maneira, ele vai ter de ir embora.
5. Ensine outras respostas.
6. Muitas vezes as crianças dizem “não” porque não sabem outras palavras.
7. Ajude a criança a ter mais vocabulário. Isto pode ser feito por meio de brincadeiras. Por exemplo: “Qual é o contrário de não”? Qual é o contrário de grande? …….
9. Pergunte para a crianças qual é o jeito mais simpático de dizer “não”. Ensine a criança a dizer “Não, obrigado”.
10. O deve ser usado com moderação. Uma criança pode estar com fixação pelo “não” em parte porque ouve isso a todo o momento dos adultos. No lugar do não, podemos usar palavras alternativas e usar frases específicas para a situação, como: “Nunca se bate no gatinho; o gatinho sente dor”; ou “Abaixe a voz, por favor”. Preciso que você tire a mão daí; OK?” ou Preciso que você venha brincar perto de mim; vou ficar muito feliz”.
11. Seja firme quando necessário.
12. Há momentos em que, por mais que os pais se esforcem, é inevitável falar com firmeza com a criança. Por exemplo: se ela se colocar em situação de perigo e se recusar a fazer o que os pais pedem, os pais devem tirar a criança do perigo e com rapidez porque, mesmo tendo vontade própria, a criança não pode exercê-la sempre e em qualquer lugar.
13. Quando a criança está em perigo, ela não pode fazer escolhas. E os pais precisam resolver a situação com autoridade.
14. Os pais podem e devem dizer que eles são responsáveis pela segurança da criança: “Eu sou sua mamãe/papai e se você não gosta disto, eu sinto muito, mas tem que ser assim. Os pais podem explicar que o trabalho deles é cuidar da criança. E ponto final.”
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil

